A primavera não irrompe de forma organizada no sitio. Vem aos pouquinhos, ora aqui e ora acolá, obedecendo ao nosso pouquíssimo planejamento paisagístico e à natureza selvagem do traçado espontâneo da irrupção da Vida.
Nossa varanda é ladeada por dois pés de viuvinha, mas muitas vezes um floresce bem antes do outro e fenece idem ; como duas irmãs coquetes que encontraram tal tática de evitar a competição entre elas.
As fotos de um conjunto de plantas não faz jus, muitas vezes, a um seu esplendor, que , muitas vezes, só é percebido quando chegamos mais perto de cada uma delas. assim ocorre com as delicadas orquídeas cor de rosa desta época do ano...


Gosto de que os pés de flores, ainda que tenham sido semeados em fileira, deem a impressão de se ter surgido como uma nota de cor e perfume, por entre outras de contextura mais densa. em uma harmoniosa sinfonia de tons e cheiros. Assim, os meus manacás se aninham sob os cedros que formam minha cerca, nesta época do ano, acrescentam seus perfumes adocicados ao constante odor penetrante e leve dos ciprestes... Para um olho desavisado, mal são percebidos, a não ser se chegando bem perto.
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| Assim como aquele pé velhíssimo - que há trinta anos viceja no mesmo local, em frente do qual estamos fazendo crescer um caramanchão de madressilvas |
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| Como a nossa velha pereira, pejada de botóezinhos brancos . |
Também as nossas mangueiras estão carregadas de flores, prometendo que vamos ter bastante mangas rosa este ano !
É preciso chegar na hora certa para ver uma floração em seu esplendor !
Rápido se mostram, rápido se escondem de novo nos galhos ..
Como estes 'buquezinhos de noiva " que enfeita as folhas muito um dia, quase nada no outro,,,
E os mil botões que vão virar frutos em breve como os das laranjeiras abaixo .











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