Para quem deixa as comemorações - ou não - dos feriados oscilarem ao sabor de humores menos tradicionais, o meu Natal deste ano foi marcado por cansaço - ou devo dizer preguiça ? - sem igual.
Nem armei enfeite, nem preparei nada especial , em termos de decoração ou comida.
Dei uma de gata ronronante e , depois de várias mensagens alegres de felicitações , por whatsapp e telefone (algumas, especiais, através de cartões de verdade) , para amigos e parentes, descongelei coisas gostosas (que já estavam no freezer), li livros interessantes (comprados para a ocasião), vi filmes que queria, selecionados previamente e reservados tb para estes dias - pela NET - e , na intimidade do lar, enrolada em colcha macia, no ar condicionado congelante, dei um beijo de Natal em minha felina.
Que todos sejamos abençoados com os Natais de nossas necessidades simbólicas e concretas, nossas escolhas as mais verdadeiras !!!
domingo, 25 de dezembro de 2016
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
Florido arauto rural do verão

Atrasada quase um mês, compartilho hoje minha visita ao sitio em novembro...
Eu não subira no tempo de esplendor da jabuticaba; meu caseiro catou pra mim as últimas frutinhas pretas, já quase exageradas em sua doçura.
Em paralelo, retomei a leitura de obras mais consistentes por lá, como a de Freud. O que não fazia há muito.

No jardim, algumas flores esbanjavam um perfume também muito doce, com ênfase ao jasmim do cabo, cujo odor mavioso - à la José de Alencar - inebriava os ares campestres...
Também o pé de flores de chocolate estava coberto de suas baguinhas simples mas cheirosíssimas.
E as rosas...sempre as rosas... estas são 'hors concours' no quesito perfume!
Outro evento também expressivo de um reinício de ciclos particularmente marcante foi o nascimento do gatinho, filho único, da Chamego , de sua segunda prenhez conosco.
Ele é tricolor e tão fofinho e gracioso que decidimos mantê-lo também no sitio. Eu quisera chamá-lo de Romeu, Rita teve a ideia de Rômulo... acho que os dois nomes se superpuseram um pouco...
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| Roronzinho dormindo... |
Roronzinho sendo lindo...
E nestes tons azuis de olhos e céus e róseos de flores e labiozinhos felinos
encerramos a postagem de hoje.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
Florido arauto doméstico do verão

A trepadeira da janela de meu quarto - da qual pouco tenho tratado, pobrezinha ! - floresceu pontualmente, de novo, este ano. Mais nos galhos de baixo, pois suas pontas, por falta de poda, estão nuas e tristonhas. Embora enrosquem-se no alto das cortinas, imploram por um trato.
Sua 'lágrimas de Cristo' despontam a cada final de novembro antecipando o descanso do fim de ano.
Aí vão alguns flashes de sua Beleza em 2016!!!
Felizes Festas para todos nós !!!
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
... e alguns degraus acima...
Enquanto um ligeiro engarrafamento se faz na rua estreita e comprida...
...no poste vizinho ao degrau...
como alusão á minha atual rigidez com os compromissos
que às vezes chega à dureza, para com o outro e comigo mesma .
que às vezes chega à dureza, para com o outro e comigo mesma .
Qual conselho, a improvisada poesia
de novo exila e consola.
de novo exila e consola.
terça-feira, 29 de novembro de 2016
Flagra carioca: o hiato de descanso na subida íngreme
Na ladeira árdua, que ainda se estende à minha frente...
..em um degrau desequilibrado...
...uma anotação quase casual,
poesia que regenera.
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
A fruta do mês: jabuticaba

É bem pessoal a minha postagem de hoje. Falo da jabuticabeira, árvore que , cada vez mais, espalha-se pelo meu sitio, e que desde o inicio foi um dos fatores de encantamento em minha decisão de compra-lo.
Já na primeira leva de fotos que dele tirei, quando conheci o lugar (e já, em algum lugar secreto decidira adquiri-la) tirei uma foto junto ao pé que ficava - e só fez engrossar de lá pra cá - junto à janela de meu quarto de hóspede.
E lá se vão quase trinta anos...
A parte mais antiga do jabuticabal é concentrada em um denso arvoredo .
Mas ele aos poucos foi-se estendendo por entre outras fruteiras e plantas , criando belos efeitos visuais.
Em anos férteis, como neste, os galhos ficam coalhados de sementes verdes que vão amadurecendo, até virarem as sumarentas gotas negras de sabor intenso.
Caem tão rápidas... neste novembro, não obstante a abundância em sua produção, choveu muito (elas caem tão e só pude delas aproveitar a transmutação em forma de geleias.
Mas as redes sob as suas copas generosa mantêm por todo o ano algo de fresco e acolhedor, como a lembrança do acre dulcíssimo perfume das bagas caídas e apodrecidas que embala seu movimento meigo de vai-vem.
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
O tempo, sobrecarregado de obrigações, nos escapa entre os dedos...
Mal dá para abrir o e-mail e checar as mensagens mais urgentes. Facebook, esqueci de que se trata. Amigos, compromissos sociais, um papo mais paciente com a família, minhas caminhadas, todos engolfados no poço sem fundo da ausência de intervalos.
Aturdida por tarefas múltiplas, corro contra o tempo.
Este semestre está 'sinistro'. Síndica por um ano, lido com obras urgentes na fachada do prédio e infindáveis demandas de prestadores de serviços e condôminos, além da detestável papelada institucional específica. No sítio, as obras acabaram, devo ir verificá-las antes que as chuvas de verão impeçam o acesso de meu carrinho baixo pelas estradas encharcadas. Utensílios caseiros pifando em contínuo atestado de exaustão: de ferro elétrico à geladeira, esta semana a impressora, todos imprescindíveis "para ontem". Final de semestre acadêmico, deadlines, atrasos inevitáveis. E minha gatinha. ficando doente de novo, refletindo quiçá as minhas tensões...
Apenas um segundo, peço a minha mesma. Um momento de leveza, é só o que peço . Se os segundos devem-me escapar entre os dedos, que o façam, por um instante, no compasso poético das asas de uma mariposa.
E, depois, devo alçar meu trôpego vôo de novo !!!
Aturdida por tarefas múltiplas, corro contra o tempo.
Este semestre está 'sinistro'. Síndica por um ano, lido com obras urgentes na fachada do prédio e infindáveis demandas de prestadores de serviços e condôminos, além da detestável papelada institucional específica. No sítio, as obras acabaram, devo ir verificá-las antes que as chuvas de verão impeçam o acesso de meu carrinho baixo pelas estradas encharcadas. Utensílios caseiros pifando em contínuo atestado de exaustão: de ferro elétrico à geladeira, esta semana a impressora, todos imprescindíveis "para ontem". Final de semestre acadêmico, deadlines, atrasos inevitáveis. E minha gatinha. ficando doente de novo, refletindo quiçá as minhas tensões...
Apenas um segundo, peço a minha mesma. Um momento de leveza, é só o que peço . Se os segundos devem-me escapar entre os dedos, que o façam, por um instante, no compasso poético das asas de uma mariposa.
E, depois, devo alçar meu trôpego vôo de novo !!!
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