sábado, 30 de junho de 2018

Dois ou três gatinhos : a trajetória itinerante de Huguinho

Huguinho havia desaparecido por quase dois meses do sítio. Como eu estava triste com isto ! Culpava-me por não tê-lo castrado, o que , a princípio, diminuiria o seu anseio de peregrinação don-juanesca. Mas o exemplo  de sua mãe Chamego - que só se evadiu de vez após castrada ! - me  desanimava .

Mas que alegria! Justo no dia em que chego no sítio, de manhã cedinho, Huguinho reaparece !


E vem me receber na varanda !

Está gordo e charmosíssimo, como sempre.


 Não parece ter passado privações em sua temporada de vida airada ! Dá até pra suspeitar que tenha sido 'gaptado' e mantido em algum lugar onde foi bem tratado.

Imediatamente, retoma seus hábitos e domínio do espaço, assim como a intimidade com a irmãzinha Ron-Ron.

Moisés tenta me convencer a castrá-lo sob o pretexto que fugirá menos. Será ? Meu assustadiço gatinho é um feixe de músculos vibrantes e atentos, um pequeno dínamo alerta, com os atributos intactos de sua virilidade garantindo o melhor desempenho possível em embates e caçadas, em suas peripécias em períodos de  vida aventureira.

E é tão bonito ! Sei que se devem evitar procriações excessivas, que vem a gerar gatinhos que poderão vir a ser abandonados  ou sofrer a barbárie de maus tratos;


. Mas seus belos olhos de um verde claro e raro, sua graça e agilidade deverão ser negligenciados na composição genética dos assim chamados vira-latas ? Sua mãe - que Ísis a tenha ! - só dava a luz criazinhas encantadoras ! Não merece a Beleza brotar também nas veredas cheias de riscos da Vida Livre?

Meu filhote de leão poderoso ! Que aqui , conosco, inteiro, permaneça , malgrado os caminhos de seu peregrino Destino , um registro atemporal de sua Formosura !




Por Ísis , assim o proclamemos !!! 







terça-feira, 26 de junho de 2018

Lançamento de filme no underground


Nosso querido amigo Tony Queiroga lançou o documentário que dirigiu , "Entre janelas e espelhos : as artes da fotografia"  na terça feira, 5/6 no Espaço Cultural Olho da Rua , na rua Bambina nº 6 em Botafogo.





O espaço tinha , na decoração e no ambiente, um quê underground muito adequado ao caráter transgressor que toda obra de arte inovadora - objeto do ensaio cinematográfico  do Tony - incorpora.




 A plateia, interessada e multicolorida,  adicionava um tom culturalmente enriquecedor ao conteúdo da  película.

No documentário, artistas, professores , curadores , críticos expunham seus pontos de vista sobre o tema central, entremeando com sua erudição despretensiosa a exibição de instigantes fotografias contemporâneas.  ..


Desejamos muito sucesso , nesta particular etapa de sua jornada, ao profissional  dedicado e brilhante e querido amigo ! Estamos felizes e orgulhosos em acompanhar a sua carreira sempre aberta à inovação e ao desafio, ao longo dos anos !!!




sábado, 2 de junho de 2018

Comemoração niver Bia

Nossa querida amiga e colega de projetos psicanalíticos Bia fez anos sob a luz intermitente e saltitante de Gêmeos, Uma pequena comemoração íntima teve lugar no nosso grupinho de pesquisas. ecoando, em modesta diapasão. as outras homenagens a ela prestadas por família e  amigos.

Nossa mesinha de salgados contou com a colaboração de todo o grupo, cada um trazendo sua gulodice predileta para se alternar com as delícias do espírito, em nossa discussão sobre Psicanálise e Neurociências, o acepipe intelectual do dia...



A torta , para soprar as velinhas, foi um tiramisu, uma das favoritas da aniversariente !


E todos entoamos, alegres, os parabéns merecidos e os votos de Felicidade para o próximo ano de vida !


Com todo o nosso carinho pra você , Bia, da Ana Maria,  Ana Luíza, Jeanine, Márcio e Victor !

sexta-feira, 1 de junho de 2018

A cortina, o vento, o broche e a flor





Tento preservar intimidade e luminosidade em meu quarto :
daí o uso da cortina semi-transparente encobrido, em parte, a janela.

Tento que , ao esvoaçar,
ante o vento suave de maio,
o leve tecido que a compõe
não desnude ao exterior
a privacidade do interior.


Daí o broche antigo segurando as asas anelantes da cortina.















 Tnto manter as flores da balaustrada da janela presentes,
quando as cortinas estão mais cerradas


Daí o vasinho de flor colocado sob o vaso de plantas,
para manter o espirito eternamente primaveril vivo em meu quarto !   




sábado, 26 de maio de 2018

Festa de aniversário da Sue

Nossa querida Suely festejou um importante aniversário , na graciosa cidadezinha de Rio Bonito.






Começamos por um almoço em um restaurante vegano chamado Compaixão.

 . Muitos companheiros da escola espiritual da Sue estiveram presentes, assim como Bia e eu, suas colegas de projetos psicanalíticos do Rio .

Acima, à esquerda, a aniversariante...
e , à direita, Bia e eu a cumprimentando.


Na mesa de Suely, Bia e eu e os irmãos adotivos André e esposa e Rosângela 




Foi no lar de Rosângela, uma adorável casinha de roceiro  reformada, em um sítio chamado Quintal de Estrelas, que a comemoração continuou.






 Bia e eu que adoramos este tipo de construção aproveitamos muito seu astral agreste e hospitaleiro ...


... cercada de verde, abrindo janelas coloniais para os campos, com a cachorrinha da dona de casa nos fazendo companhia.












Enquanto isto, uma cantoria agradável , acompanhando um violão na rede, emoldurava  a paisagem rural encantadora !






O lanche muito gostoso - e composto todo de salgadinhos e doces  também da culinária vegana - complementou a decoração delicada, armada  no terraço lateral  aberto da casa .






Bia e eu precisamos sair cedo, para não pegar o escuro na estrada .  Mas aqui registramos o nosso parabéns carinhoso à Sue, que tem estado conosco nas  muitas estradas de nossas existências, percorridas em amável companhia !





Feliz nova década de Vida, Amiga !!! 


domingo, 20 de maio de 2018

Mantendo o sabor do sítio presente

Gosto tanto de meu sítio! Mas seu astral é tão diferente do que vivo na cidade que , às vezes, o choque do mútuo estranhamento de mundos me dificulta me empenhar, aqui,  nas coisas práticas que implicam o meu maior envolvimento com ele, lá tão distante . Em meio ao acúmulo das tantas exigências da vida contemporânea, reclamo dele e me esqueço do quanto vale a pena o meu empenho.

Como diminuir este hiato?

Uma das formas é, quiçá, manter presente o sabor roceiro. Assim, nos primeiros dias após a minha volta, como a comida que lá foi feita, em fogão de lenha e bebo o suco que de suas árvores foi extraído, tenho por sobremesa as frutas da estação, sentindo o perfume das flores recentemente lá colhidas...



E, por alguns dias, a minha alma recorda  e se regozija...

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Na Busca do sonho do próprio queijo fermier : criando um rebanho , etapa I

Conforme postagens anteriores , fui ganhando amores pela ideia da produção de um queijo com leite cru , feito a partir do leite das minhas próprias vaquinhas do sítio. Sei que esta proposta tem um cunho romântico talvez inalcançável, mas como projeto, embasado por  uma série de argumentos ecológicos e sociológicos, nada tem que o reprove como tentativa louvável , ainda mais que meus propósitos de retorno econômico são modestos.

Estou aprendendo agora a como formar um pequeno rebanho , a partir de uma gradual seleção das vaquinhas que deem leite em quantidade e qualidade suficiente para tal produção. Como sempre fui bastante desatenta a tais tipos de detalhes, começo a acompanhar a trajetória vital das cabeças que tenho, algumas descendentes da antiga matriarca  Mococa (jersey pura)  outras trocadas pelo Moizés , recentemente, a partir dele ter tomado conhecimento mais claro de minhas intenções a respeito.

Aí ficam para meu registro on-line:


Mococa II é a mais legítima descendente da matriarca
 de mesmo nome.. Está para criar, 1ª cria. .
Estrelinha já está no sítio há muito tempo.
Seria também descendente de Mococa - seu pai , um touro negro -
e seria boa de leite. Tb está para criar .


Mimosa teria sido a última descendente de Mococa.
Novilha, acho que Moizés já a cruzou. A conferir.

As seguintes cabecinhas chifrudas, vieram de trocas  recente












Nas fotos ao lado, acima, no açude, esta é Rolinha - ou Mansinha,  Foi trocada pela antiga bezerra que se chamava Ventania por ter sido resgatada de uma vala em dia de temporal. Daí sua 1 ª cria, que a acompanhou na troca ter sido chamada Ventania II.(ver abaixo)

Logo abaixo, a vaquinha negra   é Papucaia - ou Sapucaia - que veio de mais recente  troca, também com sua filhota; (ver abaixo) ;tem fama de ter bastante leite.



As duas bezerrinhas, que se seguem,  fugiram para o jardim na hora da foto  e são Ventania II , filha da Rolinha e Brisa, filha da P/Sapucaia .

Ambas clarinhas, como um pó de estrada que um vento amigo levantou e deixou se condensar, adiante, na forma de duas bezerrinhas,,,