quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Término das obras e passagem de ano do sítio

Em minha última subida ao sitio, encontrei a Obra da casa finita - de forma bem imperfeita. Simbólica de recuperação do Lar íntimo, infinita e sempre provisória, em contato direto com a Natureza.


 A face da parede à esquerda, que dá para a estrada, foi toda refeita, reconstruída em tijolos e madeiras e repintada. A cor ficou ligeiramente diferente - apesar do tom da tinta ser igual ao anterior - da antiga, puxando para a achocolatada. Mas esperamos que, com o tempo e o solaço e as chuvas, os marrons se aproximem mais.





 A varanda de baixo ganhou novos esteios. Diminuiu a ampla abertura para os jardins, mas ficou mais firme ... e as plantas e flores estão meio sofridas e rarefeitas, mas vão melhorar...




E o caminho que leva do portãozinho à varanda também foi recuperado - depois de dois consertos, no que tange às sapatas que o acompanham, não está exatamente o planejado, mas até que ficou quase que natural...

Como registro das Festas, uma foto da caseira , de sua filha - que é caseira em sítio próximo - e de sua netinha...


...na casinha azul e verde, com os enfeites natalinos...



A netinha com a bisnetinha boneca em seu carrinho...


E par terminar, Chamego e RonRon, em seu segundo mês de vida ! 


Eu gostaria, como primeiro projeto de Ano Novo, de manter estes registros de minhas subidas ao sitio sempre que possível mensais, no máximo bimensais.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Promessa gratuita do ano novo

Há uma série de projetos que a gente se delineia para o Novo Ano. Mas, dentro da atmosfera cansada-preguiçosa-lânguida (que termo antigo e docemente demodé!!!) em que flutuo, agora - acentuado pelo ‘horrorendo’ calor do Rio neste verão - , prefiro adiá-las um pouquinho. Estou em ambíguo 'gozo de férias' que consiste, o mais possível, em descanso.




A Natureza nos dá uma mãozinha de generosidade. A árvore em frente à janela de meu quarto, que crescera a ponto de suas folhas não mais me esconderem a varanda enviesada do outro lado da rua, começou a desenvolver novos ramos. E folhinhas nascentes, em suas pontinhas, ensaiam formar um arco protetor de minha privacidade. O ‘horrorível’ calor úmido do Rio terá como ganho colateral positivo uma nova cortininha vegetal verde para a minha janela? 



Vamos esperar um pouquinho... Enquanto isto, o que tenho conseguido colocar de meus projetos futuros é a leitura interessada e descontraída de um livro de Biologia Molecular agradável e leve – bebericando um pouquinho de cidra, bebida semi-alcóolica que adoro e que só aparece nas prateleiras dos mercados nesta época do ano!      


Borbulhas de promessas gratuitas... e cumpridas !!! ... para todos no Ano Novo ! 


segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Resquícios do dia dos Reis

O dia dos Reis é o o do adeuzinho das Festas ... "até ano que vem", dizem os enfeites meio tristonhos de saírem da glória dos aposentos nobres da casa para a obscuridade das caixinhas de guardados.

No Dia dos Reis, amigos se reunirem é uma boa pedida - para  trocarem votos de receber  presentes da Vida no ano que se inicia . E, se possível, degustarem juntos uma rosca dos Reis, que, lamentamos informar, anda vasqueira nas padarias do Rio de Janeiro...

O último fim de semana prolongou um pouco, dada sua natural vocação preguiçosa, o final das Festas nesta passagem de ano.


E, na falta de encruzilhada, a bifurcação de ruas em que minha casa se encontra, recebeu, de 6a feira para sábado, uma singela versão carioca da rosca, uma oferenda disposta em gamela redonda, bolinhos em círculo mergulhados em molho. Viva Iemanjá! Viva todos os caboclos da floresta !!!



Não por acasa, ninguém mexeu na oferenda, que até hoje está lá, invocando proteção e milagres ! Oxalá, meus santos das Europas e da África! Aceitamos toda a Ajuda possível! Saravá !!!!

sábado, 31 de dezembro de 2016

A fruta do mês é uma flor qual enfeite de Festas

A minha completa lerdeza(?), cansaço (?), desânimo (?) preguiça (?) , pela primeira vez nestes muitíssimos anos que trago flores do sítio para o Rio,  levou a que as pobrezinhas em vez de seu costumeiro arranjo em vasos de cristal, murchassem aos poucos no balde  que as acolheu logo na chegada, embora eu caridosamente  as levasse de cá para lá onde quer que o ar condicionado estivesse ligado...
Balde no tanque, antes da seleção para o Ano Novo... 




Escolhi umas baguinhas vermelhas que haviam sobrevivido como bolas de Natal e as despojei das folhinhas murchas...carinhosamente...


E, num singelo pote de vidro, elas ornamentam minha despojada mesa ... homenageando, singelas, uma passagem de ano um meio melancólica, Brasil e mundo em crise, o nosso estado do Rio de Janeiro mergulhado em dívidas, sem pagar os servidores...


Dei-me ainda à tarefa simbólica de cortar as pontinhas dos galhos secos... que nos sejam poupados sofrimentos maiores no Ano Novo... e, sim, estes são votos otimistas !!!


 O melhor 2017 possível para todos nós, meus queridos e queridas !


domingo, 25 de dezembro de 2016

Natal com preguiça

Para quem deixa as comemorações - ou não - dos feriados oscilarem ao sabor de humores menos tradicionais, o meu Natal deste ano foi marcado por cansaço - ou devo dizer preguiça ? - sem igual.
Nem armei enfeite, nem preparei nada especial , em termos de decoração ou comida.

Dei uma de gata ronronante e , depois de várias mensagens alegres de felicitações , por whatsapp e telefone (algumas, especiais, através de cartões de verdade) , para amigos e parentes, descongelei coisas gostosas (que já estavam no freezer),  li livros interessantes (comprados para a ocasião), vi filmes que queria, selecionados previamente e reservados tb para estes dias - pela NET - e , na intimidade do lar, enrolada em colcha macia, no ar condicionado congelante, dei um beijo de Natal em minha felina.

Que todos sejamos abençoados com os Natais de nossas necessidades simbólicas e concretas, nossas escolhas as mais verdadeiras !!!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Florido arauto rural do verão



Atrasada quase um mês, compartilho hoje minha visita ao sitio em novembro...

Eu não subira no tempo de esplendor da jabuticaba; meu caseiro catou pra mim as últimas frutinhas pretas, já quase exageradas em sua doçura.

Em paralelo, retomei a leitura de obras mais consistentes por lá, como a de Freud. O que não fazia há muito.





No jardim, algumas flores esbanjavam um perfume também muito doce, com ênfase ao jasmim do cabo, cujo odor mavioso - à la José de Alencar - inebriava os ares campestres...




Também o pé de flores de chocolate estava coberto de suas baguinhas simples mas cheirosíssimas.


E as rosas...sempre as rosas... estas são 'hors concours' no quesito perfume!




Outro evento também expressivo de um reinício de ciclos particularmente marcante foi o nascimento do gatinho, filho único, da Chamego , de sua segunda prenhez conosco.




Ele é tricolor e tão fofinho e gracioso que decidimos mantê-lo também no sitio. Eu quisera chamá-lo de Romeu, Rita teve a ideia de Rômulo... acho que os dois nomes se superpuseram um pouco...

Roronzinho dormindo...
 Roronzinho sendo lindo...


E nestes tons azuis de olhos e céus e róseos de flores e labiozinhos felinos 
encerramos a postagem de hoje.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Florido arauto doméstico do verão




A trepadeira da janela de meu quarto - da qual pouco tenho tratado, pobrezinha ! - floresceu pontualmente, de novo, este ano. Mais nos galhos de baixo, pois suas pontas, por falta de poda, estão nuas e tristonhas.  Embora enrosquem-se no alto das cortinas, imploram por um trato.


Sua 'lágrimas de Cristo' despontam a cada final de novembro antecipando o descanso do fim de ano.





Aí vão alguns flashes de sua Beleza em 2016!!!





Felizes Festas para todos nós !!!